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Do tributo “por dentro” ao “por fora”: o que muda para sua empresa com IBS e CBS

  • Equipe de RP
  • há 5 dias
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Fala, Empresário, tudo certo?


Se você acompanha as discussões sobre a Reforma Tributária, já deve ter ouvido falar no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). São os dois novos tributos que vão substituir, gradualmente, boa parte da tributação sobre o consumo que conhecemos hoje, como ICMS, ISS, PIS e COFINS.


Mas há uma mudança na forma de cobrança que ainda passa despercebida por muitos empresários, e que tem potencial real de gerar impacto direto nos custos e na rentabilidade do negócio.


Qual é a diferença que precisa ser compreendida?


Hoje, tributos como o ICMS e o ISS são cobrados "por dentro" do preço. Isso significa que o valor do imposto já está embutido no preço final que aparece na nota fiscal. Quando você vê R$ 100,00 em uma nota, parte desse valor já é tributo, mesmo que isso não fique explícito.


Com o IBS e a CBS, a lógica muda: esses tributos serão cobrados "por fora". O preço do produto ou serviço será formado sem o tributo, e o IBS/CBS será acrescentado separadamente, de forma visível, como ocorre em países que adotam o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Adicionado).


Na prática: o mesmo produto que hoje custa R$ 100,00 "com tributo dentro", passará a ter um preço base de, digamos, R$ 83,00, com IBS/CBS de R$ 17,00 destacados à parte, chegando "ao mesmo valor final" para o consumidor, mas com uma composição completamente diferente.


Por que isso importa tanto para o empresário?


Porque quem não entender essa mudança de sistemática corre dois riscos simultâneos.


O primeiro é recompor mal o próprio preço de venda. Se o empresário simplesmente migrar seus preços atuais para a nova lógica sem fazer os ajustes necessários, pode tanto cobrar a menos e perder margem, quanto cobrar a mais e perder competitividade.


O segundo risco, e talvez o mais silencioso, é não perceber quando um fornecedor está repassando o tributo de forma incorreta. Se o seu fornecedor não adaptar adequadamente a composição do preço dele, você pode estar pagando mais do que deveria nas suas aquisições. Esse custo extra vai direto para o seu resultado, sem que você perceba de imediato.


O que muda na gestão interna da empresa?


Essa nova sistemática exige algo que muitas empresas ainda não têm de forma estruturada: a integração real entre as áreas que cuidam da precificação de vendas e as áreas que gerenciam os custos de aquisição.


Hoje, é comum que o setor comercial cuide de uma coisa, o financeiro de outra, e a contabilidade de outra. Com a chegada do IBS e da CBS cobrados por fora, essa divisão de informações passa a ser um risco. Todos precisarão falar a mesma língua: entender como o tributo está sendo apresentado, como ele impacta a base de custo e como deve ser considerado na formação do preço final.


Não se trata apenas de uma questão fiscal. É uma questão de gestão, de competitividade e de proteção da margem do negócio.


Por onde começar?


Este é um artigo introdutório. Nosso objetivo aqui é acender um sinal de atenção: a mudança de tributo "por dentro" para tributo "por fora" não é apenas técnica; ela tem consequências práticas e imediatas para quem vende e para quem compra.


Se você quer se preparar antes que a mudança chegue sem aviso, o momento de começar a entender é agora.

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